Mais do que tecnologia, um movimento social
O SIREN nasceu da necessidade de proteger os mais vulneráveis. Idosos isolados, famílias em zonas de risco, comunidades esquecidas — todos merecem poder pedir ajuda quando mais precisam.
A Nossa Visão
Nenhum português deve ficar isolado numa emergência.
Imaginamos um Portugal onde o idoso na aldeia mais remota, a família na zona de risco de incêndio, a pessoa acamada sem smartphone — todos têm uma forma fiável de pedir ajuda e ser alcançados.
Uma rede construída por cidadãos, pertencente às comunidades, impossível de desligar porque não depende de nenhuma empresa ou infraestrutura central.
A Nossa Missão
Democratizar a segurança em emergências.
Desenvolvemos tecnologia open-source de baixo custo que qualquer comunidade pode implementar e manter. Não vendemos nada — capacitamos pessoas.
Cada voluntário que monta um nó, cada junta que instala um hub, cada vizinho que ensina outro a usar — está a tecer uma rede de solidariedade que pode salvar vidas.
Uma rede de pessoas, não apenas dispositivos
O SIREN liga avós aos netos, vizinhos aos vizinhos, voluntários a quem precisa. Cada conexão representa uma vida que pode ser protegida.
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Pessoas conectadas
Ninguém fica isolado
Idosos em aldeias remotas, pessoas acamadas, famílias em zonas de risco — todos ganham uma forma de pedir ajuda.
Hubs comunitários
Instalados em locais estratégicos por voluntários locais, os hubs garantem cobertura mesmo em zonas sem rede móvel.
Solidariedade em ação
Vizinhos ajudam vizinhos. A rede SIREN não é só tecnologia — é uma comunidade que cuida dos seus.
Porque as tragédias não podem repetir-se
Por trás das estatísticas estão pessoas. Avós que ficaram sozinhos. Famílias que não conseguiram contactar-se. Vidas que podiam ter sido salvas.
Apagão Ibérico
6.5 milhões sem eletricidade. Idosos isolados, hospitais em geradores, famílias sem contacto.
Milhares de chamadas de emergência nunca chegaram ao 112
Tempestade Kristin
Torres derrubadas, estradas cortadas. Aldeias do interior isoladas durante dias.
Idosos sozinhos encontrados dias depois, alguns já sem vida
Pedrógão Grande
66 mortos. O sistema de alerta falhou. Pessoas não foram avisadas a tempo.
Tragédia que podia ter sido evitada com melhor comunicação
“A minha mãe tem 84 anos e vive sozinha na aldeia. Durante o apagão, foram 8 horas sem saber se ela estava bem. Não havia rede, não havia luz, não havia nada. Nunca me senti tão impotente. O SIREN existe para que nenhuma família passe por isto.”
— Voluntário fundador do SIREN
Princípios que nos guiam
O SIREN não é apenas um projeto técnico. É uma forma de pensar sobre comunidade, solidariedade e responsabilidade coletiva.
Solidário
A segurança de um é a segurança de todos. Cada nó protege não só o seu dono, mas toda a comunidade.
Comunitário
Construído por e para as comunidades locais. As decisões são tomadas por quem usa a rede.
Inclusivo
Acessível a todos, independentemente de idade, literacia digital ou condição económica.
Resiliente
Sem ponto único de falha. A rede adapta-se, auto-repara e fica mais forte com cada novo nó.
Transparente
Todo o código, hardware e decisões são abertos. Qualquer pessoa pode auditar e contribuir.
Local
Cada comunidade gere a sua rede. Adaptada às necessidades específicas de cada região.
Nascido da necessidade
O SIREN começou em abril de 2025, nos dias que se seguiram ao grande apagão ibérico. A CYBERS3C, uma empresa portuguesa de cibersegurança, juntou-se a um grupo de engenheiros, makers e cidadãos preocupados com uma pergunta simples:
“E se isto voltar a acontecer? Como protegemos os nossos?”
Começámos a desenhar uma rede que não dependesse de nada — nem internet, nem rede móvel, nem eletricidade. Uma rede que pertencesse às pessoas, gerida pelas comunidades, impossível de desligar.
Hoje somos dezenas de voluntários em todo o país. E não vamos parar até cada aldeia, cada família, cada pessoa vulnerável ter uma forma de pedir ajuda.
Empresa portuguesa especializada em cibersegurança, comprometida com a proteção digital e física das comunidades.
Abril 2025
Ideia nasce após o apagão
50+
Voluntários ativos
100%
Open-source e gratuito
0€
Fins lucrativos
O caminho até à cobertura nacional
Fase 1 — Fundação
- Documentação e arquitetura completa
- Protótipos de hardware (nó pessoal e hub)
- Firmware base para ESP32 com protocolo mesh
- Publicação do whitepaper técnico
- Formação da comunidade inicial
Fase 2 — Piloto
- Rede piloto numa freguesia ou município
- Aplicação móvel para interação com os nós
- Testes de alcance, fiabilidade e latência
- Exercício de simulação com Proteção Civil
- Iteração do hardware com base nos testes
Fase 3 — Expansão
- Produção de nós em escala
- Integração formal com sistemas de emergência
- Cobertura multi-região
- Parcerias com autarquias e instituições
- Modelo de sustentabilidade a longo prazo
Faz parte desta história
O SIREN precisa de pessoas como tu. Não precisas de ser engenheiro — precisas de acreditar que podemos construir uma Portugal mais solidária.